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Alpiarça e o Enterro do Galo 2006
Depois de 21 anos sem se realizar, eis que um grupo de Alpiarcenses reavivaram o Enterro do Galo.

Aqui ficam alguns dos versos
Boa Noite senhoras e senhores
O enterro do Galo voltou
Mas no nosso pensamento
Ele nunca acabou
Os primeiros versos que vou ler
São versos do antigamente
Será um modo de informar
A população mais recente
Vou ler o meu testamento
Na hora de eu abalar
É pura coincidência
Àqueles a quem vou tocar
Como vedes é igual
Ao de outros já passados
Este triste funeral
Sempre de lençóis usados
Na hora de eu abalar
É pura coincidência
Àqueles a quem vou tocar
Como vedes é igual
Ao de outros já passados
Este triste funeral
Sempre de lençóis usados
Brinca-se pelo Carnaval
E ninguém leva a mal
Um pouco de Liberdade
Por isso no meu testamento
Há algum atrevimento
Sem intenção de maldade
E ninguém leva a mal
Um pouco de Liberdade
Por isso no meu testamento
Há algum atrevimento
Sem intenção de maldade
Agora sim vão começar
Vão-se as verdades ouvir
Quem não quiser ser lobo
Sua pele não deve vestir
Em censura sou rigoroso
Cortei até não poder
Mas há assuntos que não posso
Doa a quem doer
Vão-se as verdades ouvir
Quem não quiser ser lobo
Sua pele não deve vestir
Em censura sou rigoroso
Cortei até não poder
Mas há assuntos que não posso
Doa a quem doer
O misterioso caso do cofre
Que à Câmara foi roubado
O caso é muito grave
Mas anda tudo calado
Talvez até a Judiciária
Lhe tenha perdido o controle
E o que me dizem os senhores
De contratar a Interpol
Como Galo compreendo
O pesar do Sr, Presidente
Pois o meu triste funeral
Não o deixa nada contente
Ela há uma certa estátua
Que faz correr muita tinta
É de ouro e exuberante
Qual camponesa com pinta
A estética meus senhores
É o que fala do belo
Para uns ela é feiosa
Para outros tem bom marmelo
O pesar do Sr, Presidente
Pois o meu triste funeral
Não o deixa nada contente
Ela há uma certa estátua
Que faz correr muita tinta
É de ouro e exuberante
Qual camponesa com pinta
A estética meus senhores
É o que fala do belo
Para uns ela é feiosa
Para outros tem bom marmelo
Às mulheres vi criticá-la
Houve quem ficasse especada
Há homens que dizem mal
Mas ficam com a coisa alçada
Se outras virtudes terá
A tão bela e doce musa
Põe os homens em acção
E até aos velhos dá tusa
Houve quem ficasse especada
Há homens que dizem mal
Mas ficam com a coisa alçada
Se outras virtudes terá
A tão bela e doce musa
Põe os homens em acção
E até aos velhos dá tusa
Alpiarça está mais bela
Mas vê lá bem o que dizes
Já há uma casa de alterne
De meninas e Strip Tises
Agora são as Brasileiras
A mostrar a sua raça
Mas vê lá bem o que dizes
Já há uma casa de alterne
De meninas e Strip Tises
Agora são as Brasileiras
A mostrar a sua raça
Pois estai a tirar o juízo
A muitos casados de Alpiarça
São diferentes das Portuguesas
E os orgasmos são assim:
“Amote muito quirido
Dá mais dinheiro p’ra mim”
Temos cá um novo Dancing
Que se chama Solidó
Elas todas muito pintadas
Mas a cheirar a pó
Dançam coxas e marrecas
Com espandilose e asmáticas
Umas com pernas de pau
E os orgasmos são assim:
“Amote muito quirido
Dá mais dinheiro p’ra mim”
Temos cá um novo Dancing
Que se chama Solidó
Elas todas muito pintadas
Mas a cheirar a pó
Dançam coxas e marrecas
Com espandilose e asmáticas
Umas com pernas de pau
Outras com mamas pneumáticas
Este parque aqui dos águias
Mudou de funções há dias
Passou de parque de automóveis
A expositor de velharias
A alguns trabalhadores da Câmara
Eu lanço minha bicada
Não pr’áqueles que trabalham
Mas pr’ós que não fazem nada
Se um pingo de chuva caí
É vê-los a descansar
Coitados têm razão
Não se podem constipar
Meu testamento já vai longo
É tempo de terminar
Para dar saída às pessoas
Mudou de funções há dias
Passou de parque de automóveis
A expositor de velharias
A alguns trabalhadores da Câmara
Eu lanço minha bicada
Não pr’áqueles que trabalham
Mas pr’ós que não fazem nada
Se um pingo de chuva caí
É vê-los a descansar
Coitados têm razão
Não se podem constipar
Meu testamento já vai longo
É tempo de terminar
Para dar saída às pessoas
Com vontade de mijar
(Excertos dos versos lidos no Enterro do Galo 2006)
13 abril 2006
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