24 abril 2006

O resistente


Quem não se lembra destes senhores na estação de Stª Apolónia...

16 abril 2006

Alpiarça e o Enterro do Galo 2006

Depois de 21 anos sem se realizar, eis que um grupo de Alpiarcenses reavivaram o Enterro do Galo.


Aqui ficam alguns dos versos

Boa Noite senhoras e senhores
O enterro do Galo voltou
Mas no nosso pensamento
Ele nunca acabou

Os primeiros versos que vou ler
São versos do antigamente
Será um modo de informar
A população mais recente


Vou ler o meu testamento
Na hora de eu abalar
É pura coincidência
Àqueles a quem vou tocar

Como vedes é igual
Ao de outros já passados
Este triste funeral
Sempre de lençóis usados

Brinca-se pelo Carnaval
E ninguém leva a mal
Um pouco de Liberdade
Por isso no meu testamento
Há algum atrevimento
Sem intenção de maldade


Agora sim vão começar
Vão-se as verdades ouvir
Quem não quiser ser lobo
Sua pele não deve vestir

Em censura sou rigoroso
Cortei até não poder
Mas há assuntos que não posso
Doa a quem doer



O misterioso caso do cofre
Que à Câmara foi roubado
O caso é muito grave
Mas anda tudo calado

Talvez até a Judiciária
Lhe tenha perdido o controle
E o que me dizem os senhores
De contratar a Interpol

Como Galo compreendo
O pesar do Sr, Presidente
Pois o meu triste funeral
Não o deixa nada contente

Ela há uma certa estátua
Que faz correr muita tinta
É de ouro e exuberante
Qual camponesa com pinta

A estética meus senhores
É o que fala do belo
Para uns ela é feiosa
Para outros tem bom marmelo

Às mulheres vi criticá-la
Houve quem ficasse especada
Há homens que dizem mal
Mas ficam com a coisa alçada

Se outras virtudes terá
A tão bela e doce musa
Põe os homens em acção
E até aos velhos dá tusa

Alpiarça está mais bela
Mas vê lá bem o que dizes
Já há uma casa de alterne
De meninas e Strip Tises

Agora são as Brasileiras
A mostrar a sua raça
Pois estai a tirar o juízo
A muitos casados de Alpiarça
São diferentes das Portuguesas
E os orgasmos são assim:
“Amote muito quirido
Dá mais dinheiro p’ra mim”

Temos cá um novo Dancing
Que se chama Solidó
Elas todas muito pintadas
Mas a cheirar a pó

Dançam coxas e marrecas
Com espandilose e asmáticas
Umas com pernas de pau
Outras com mamas pneumáticas
Este parque aqui dos águias
Mudou de funções há dias
Passou de parque de automóveis
A expositor de velharias

A alguns trabalhadores da Câmara
Eu lanço minha bicada
Não pr’áqueles que trabalham
Mas pr’ós que não fazem nada

Se um pingo de chuva caí
É vê-los a descansar
Coitados têm razão
Não se podem constipar

Meu testamento já vai longo
É tempo de terminar
Para dar saída às pessoas
Com vontade de mijar
(Excertos dos versos lidos no Enterro do Galo 2006)
Alpiarça, 01 de Março de 2006